Cidadão Mediano

F A Ç A    B O A S    P E R G U N T A S

Tudo depende       Nada é sempre       Tudo é às vezes

 

02/03/2006 05:01

ELAS NUNCA ESQUECEM

Casei-me no dia 17 de abril de 1992, um dia antes de completar 22 anos.
Estando então perto de mais um aniversário de casamento, sempre vêm as lembranças dos preparativos para a festa, a correria, os presentes, enxoval, etc, etc, e por aí vai.
Mas sempre há aqueles momentos mais marcantes, que sempre em ocasiões como essa são os primeiros a serem lembrados. Na verdade, impossíveis de serem esquecidos, como o momento em que, no altar, pisei na cauda do vestido da minha mulher para mudar de lado, no momento de cumprimentar os padrinhos. O pior é que tudo foi gravado. E como eu era feinho, cara. Agora, na boa, até que eu tô “mais ou meninhos”, viu, porque naquela época... Olha, ainda bem que mulher não liga muito pra beleza...
Mas de duas coisas, por mais que eu queira, jamais esquecerei, pois minha mulher jamais deixará:
1 - O faqueiro dado de presente pela tia Jedida.
2 - A batedeira prometida pela Rosa, mulher de meu pai na época, mas que ficou só na promessa.

Cara, vai por mim: jamais prometa algo que você não possa cumprir a uma mulher, pois, diferentemente das crianças, elas NUNCA esquecem. Nunca. E não sou o único a dizer isso não. Quando converso com meus colegas casados (principalmente), sempre alguém tem um caso desses pra contar.

O faqueiro

A minha sogra TINHA que contar, né?...
Ocorre que minha sogra soube, através do marido da tia Jedida, de quanto dinheiro ele havia lhe dado para comprar um presente. E contou à minha mulher. Com o valor em questão era possível comprar um faqueiro de "responsa", manja? E ela aparece com aquele faqueiro da boneca Susy (com todo respeito à Susy).
Rapaz, quando minha mulher abriu o presente e viu... Bom, nem precisa dizer o resto. Até hoje o papo rola... É claro que minha mulher estava certa: afinal de contas, ela foi roubada, lesada ou coisa que o valha. Até hoje, rapaz, até hoje...

Sabe o que uma colega me disse ao contar esse caso? Sente o drama:

“Meu, eu também não esqueceria jamais!!!... Aliás, ainda não casou nenhum filho dessa tia??”

A batedeira

Já a batedeira ficou na promessa.
Bom. Quantas promessas não são cumpridas, não é mesmo?
Mas casamento é algo sagrado. Portanto, todo presente “de casamento” reveste-se de um quê de sagrado, compreende?
Portanto, quem não cumpre promessa de dar o presente “de casamento” está cometendo um grave pecado.
Vira e mexe quando se vai bater um bolo aqui em casa esse papo rola...

enfim...

O cérebro humano é algo intrigante. Sabe-se muito pouco a respeito. Dentre elas há a propriedade que o cérebro tem de passar a exercer funções de partes perdidas, por exemplo, em acidentes ou em cirurgias onde se é necessária a retirada de parte dele.
Ouso dizer que se minha mulher sofresse um acidente e perdesse quase todo o cérebro, pode ter certeza: na parte restante de seu cérebro estariam lá a lembrança do bendito faqueiro e da porra da batedeira.

enviada por Vinicius






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